Coisas que mudaram porque fiquei grávida:
- Hoje saúde é o mais importante mesmo, e não apenas um clichê;
- Eu, que sempre gostei de morar em apartamento, me pego sonhando com uma casa com gramado para meu(inha) filho(a) brincar;
- Descobri que é possível ter vontade de vomitar ao tentar beber um copo d´água;
- Consigo me imaginar daqui a 20 anos, uma coroa (enxuta), mãe de um(a) adulto(a). Essa idéia é engraçada, e não assustadora;
- Essa é um pouco difícil de explicar: quando vejo alguém drogado, ou estúpido na rua (no mesmo dias vi ambos, que triste, né?), penso: “Ficaram 9 meses na barriga da mãe deles para serem formados e agora estão se estragando dessa maneira, isso é um desperdício muito grande!”
- Me preocupo, de verdade, se meu filho vai poder ver um riacho de águas transparentes;
- Quando qualquer criança, de qualquer idade, fala qualquer coisa, pessoalmente ou pela TV, acho que ela é espertíssima, quase um gênio mirim;
- Chorei porque vi um comercial de show de patinação com bonequinhos Disney na TV, pensando: “Meu bebê vai gostar disso!” (Essa fase está passando, graças a Deus!)
- Fiquei MUITO menos ansiosa, em relação a tudo: a natureza tem seu próprio ritmo e é melhor a gente se encaixar nele do que tentar o contrário (juro!);
- Não condeno mais ninguém! Quem tem dez filhos, quem não tem nenhum, quem amamenta só
por três dias, quem amamenta até os quatro anos... Antes me fixava a algumas regras e achava que existia “o jeito certo” de fazer algumas coisas em termos de família. Agora, vou tateando e aprendendo a cada dia (mais ainda tenho TOTAL preconceito contra chupeta, até que a choradeira me prove o contrário)!
- Acho que meu(inha) filho(a) vai ser muito legal, mas ele não precisa ser nada para eu gostar dele; basta SER.
Coisas que NÃO mudaram porque eu fiquei grávida:
- Meu amor pelo pai da criança (só aumentou!);
- Minhas idéias sobre educação de crianças (resumindo em pouquíssimas palavras: crianças precisam ser educadas, sim, e isso dá muito trabalho, sim, a escola não é para fazer tudo que os pais têm preguiça de fazer e aliás, as escolas muitas vezes estão atrasadas em relação ao mundo e às próprias crianças e os pais têm que tomar cuidado para elas não causarem mais estrago do que benefício na cabecinha deles)
- Não fiquei (totalmente) idiota – pois é, esse era um medo que eu tinha!
- Não estou com pânico de dor do parto, nem tinha antes;
- Não estou achando que vou dar conta de tudo sem ajuda (nunca achei!);
- Para mim foi divertido até agora ter sido trazida para este mundo, e espero que mais tarde o bebê concorde comigo sobre isso!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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