Para Leila (ou Antes de você chegar)
Minha bailarina de porta-jóias
Quando eu abrir a caixa
E a sua música tocar
Quem vai resistir sem lágrima
Ao seu giro e ao seu som?
Minha noite estrelada – Leila
Fio de luzinha, laço de fita e de ligação
Lê nos meus lábios
Eu ainda não sei falar, mas
A palavra, como o amor, viaja pelo cordão?
Linda, little Leila
Árvore que me reparte, arte e raiz
Eu brinco de ser planeta
Enquanto você me inventa, eu sou aprendiz
Cuco de reloginho
O seu conjunto de perfeições
Bate à noite e gira as engrenagens
Eu conto os tiquetaques inquieta
Esperando a manhã da nossa viagem
Você vem, depois de moldar o meu mundo
Aparar minhas arestas
Combinar o redondo a ângulos de letras em nanquim
Escrever em mim com as curvas dos olhos que eu nunca vi.
segunda-feira, 30 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Terceiro trimestre: treino para padecer no paraíso
Contabilizando: 35 semanas de gestação, 8,5 kg a mais e uns 250 anos a mais de experiência de vida. Desses 250 anos, alguns fatos e sensações curiosas que consigo pôr em palavras:
-A fome de leão continua: não conheço a tão famosa azia das grávidas, e meu estômago ainda está liberado para encher bem;
-Mas já descobri o que é um pé empurrando o estômago pelo lado de dentro (do corpo, não do estômago, porque eu não engoli a criança!), por alguns momentos. Foi fácil reconhecer: é parecido demais com o que seria pelo lado de fora;
-Muito leite, queijo e o consequente (agora sem trema) fornecimento de cálcio à vontade na dieta dão nisso: os ossos da criança já estão durinhos e dá para sentir quinas, articulações e diversos outros empecilhos na hora de tentar me acomodar na cama....O bebê podia ser emborrachado até nascer e depois dar uma endurecida, que tal?
-Coisa incrível é a natureza humana: a tudo se acostuma. Movimentos, sacolejos, chutinhos internos, andar com uma espécie de balde d´água na barriga, tudo isso já parece até fazer parte de mim. Quando não tiver mais, capaz de eu estranhar;
-Já a liberdade de poder me abaixar, amarrar sandálias, tirar cutícula das unhas dos pés, (além de outras) situações em que um bocado de flexibilidade extra ajuda bastante, ah, isso está fazendo falta;
-Lista de lamúrias: varizes, peso nas pernas (tentei ser mártir e usar meias Kendall no verão carioca, mas o meu masoquismo não chegou a esse extremo ainda); calor além do humanamente tolerável, celulites novas sorrindo para mim, deselegância por sentar só de pernas abertas....Essas são só as lamentações novas, tem as velhas que permanecem, acho que vcs até já conhecem: vontade de fazer xixi toda hora, muito sono, muita fome...
-Mas a descoberta do sentido da expressão “paraíso” em “padecer no ...” é surpreendente: uma visão de bochecha, lábios e uma ligeira sugestão de fisionomia (parece com o pai?) do bebê na ultrassonografia (hífen aí nunca houve, voltou ou caiu?) conseguem elevar a satisfação a patamares pouco conhecidos. E se aqui eu estou escrevendo pouco claramente mesmo, além de falta de habilidade, é que é muito difícil de descrever!!!!
-A Leila já tem personalidade: gosta de dormir com o balanço do caminhar, mas quase o resto do tempo todo ela se sacode (o que me faz imaginar se eu vou ter que comprar um burrico e pôr um cestinho em cima com ela dentro para conseguir que ela durma depois de nascida). Também presta muita atenção à voz do pai, voltando o corpinho e dando chutinhos para o lado de onde vem a misteriosa voz, mas não liga para a minha voz nem para a da avó, que está revoltada!
-O papai do bebê incrivelmente elogia minha silhueta, o que cada vez me dá mais vontade de rir (mas no fundo eu me sinto sortuda e gosto dos elogios)!
- Nessa fase, ele parece sentir a criança de maneira muito mais concreta, já tem umas brincadeiras e uma maneira de comunicar-se com ela toda própria, é divertido ficar vendo. Às vezes eu até fico meio “de fora” (tentando dormir, por exemplo) da situação ali só de pai para filha...
-Comprar, comprar, comprar! Foi uma delícia me entregar sem culpa ao consumismo nas lojas de móveis, enfeites, roupinhas, lacinhos...
-A ansiedade está batendo porque o quartinho não está todo arrumado, a mala da maternidade não está pronta (essa vai estar em breve, calma!).... Atenção mamães de primeira viagem, não confiem nos prazos de entrega de móveis infantis de jeito nenhum, e deixem uma margem de prazo para peças que vêm faltando, montador que enrola muito etc...a sua sanidade mental agradece!
- Parto: nessa altura do campeonato, já estou empolgada para ir para maternidade como quem conta os dias para uma festa importante. Afinal, é lá que eu vou ver finalmente a carinha da neném! Para o que vai se passar nas horas que antecedem esse momento eu espero já estar preparada, e depois tudo é experiência, e vamos lá, sem medo de ser feliz!
- O futuro já vai começar: banhos, fraldas, noites de choro...a adaptação a uma nova fase da vida. Que venha!
-A fome de leão continua: não conheço a tão famosa azia das grávidas, e meu estômago ainda está liberado para encher bem;
-Mas já descobri o que é um pé empurrando o estômago pelo lado de dentro (do corpo, não do estômago, porque eu não engoli a criança!), por alguns momentos. Foi fácil reconhecer: é parecido demais com o que seria pelo lado de fora;
-Muito leite, queijo e o consequente (agora sem trema) fornecimento de cálcio à vontade na dieta dão nisso: os ossos da criança já estão durinhos e dá para sentir quinas, articulações e diversos outros empecilhos na hora de tentar me acomodar na cama....O bebê podia ser emborrachado até nascer e depois dar uma endurecida, que tal?
-Coisa incrível é a natureza humana: a tudo se acostuma. Movimentos, sacolejos, chutinhos internos, andar com uma espécie de balde d´água na barriga, tudo isso já parece até fazer parte de mim. Quando não tiver mais, capaz de eu estranhar;
-Já a liberdade de poder me abaixar, amarrar sandálias, tirar cutícula das unhas dos pés, (além de outras) situações em que um bocado de flexibilidade extra ajuda bastante, ah, isso está fazendo falta;
-Lista de lamúrias: varizes, peso nas pernas (tentei ser mártir e usar meias Kendall no verão carioca, mas o meu masoquismo não chegou a esse extremo ainda); calor além do humanamente tolerável, celulites novas sorrindo para mim, deselegância por sentar só de pernas abertas....Essas são só as lamentações novas, tem as velhas que permanecem, acho que vcs até já conhecem: vontade de fazer xixi toda hora, muito sono, muita fome...
-Mas a descoberta do sentido da expressão “paraíso” em “padecer no ...” é surpreendente: uma visão de bochecha, lábios e uma ligeira sugestão de fisionomia (parece com o pai?) do bebê na ultrassonografia (hífen aí nunca houve, voltou ou caiu?) conseguem elevar a satisfação a patamares pouco conhecidos. E se aqui eu estou escrevendo pouco claramente mesmo, além de falta de habilidade, é que é muito difícil de descrever!!!!
-A Leila já tem personalidade: gosta de dormir com o balanço do caminhar, mas quase o resto do tempo todo ela se sacode (o que me faz imaginar se eu vou ter que comprar um burrico e pôr um cestinho em cima com ela dentro para conseguir que ela durma depois de nascida). Também presta muita atenção à voz do pai, voltando o corpinho e dando chutinhos para o lado de onde vem a misteriosa voz, mas não liga para a minha voz nem para a da avó, que está revoltada!
-O papai do bebê incrivelmente elogia minha silhueta, o que cada vez me dá mais vontade de rir (mas no fundo eu me sinto sortuda e gosto dos elogios)!
- Nessa fase, ele parece sentir a criança de maneira muito mais concreta, já tem umas brincadeiras e uma maneira de comunicar-se com ela toda própria, é divertido ficar vendo. Às vezes eu até fico meio “de fora” (tentando dormir, por exemplo) da situação ali só de pai para filha...
-Comprar, comprar, comprar! Foi uma delícia me entregar sem culpa ao consumismo nas lojas de móveis, enfeites, roupinhas, lacinhos...
-A ansiedade está batendo porque o quartinho não está todo arrumado, a mala da maternidade não está pronta (essa vai estar em breve, calma!).... Atenção mamães de primeira viagem, não confiem nos prazos de entrega de móveis infantis de jeito nenhum, e deixem uma margem de prazo para peças que vêm faltando, montador que enrola muito etc...a sua sanidade mental agradece!
- Parto: nessa altura do campeonato, já estou empolgada para ir para maternidade como quem conta os dias para uma festa importante. Afinal, é lá que eu vou ver finalmente a carinha da neném! Para o que vai se passar nas horas que antecedem esse momento eu espero já estar preparada, e depois tudo é experiência, e vamos lá, sem medo de ser feliz!
- O futuro já vai começar: banhos, fraldas, noites de choro...a adaptação a uma nova fase da vida. Que venha!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Segundo trimestre
Por que o segundo trimestre é tribom?
- Os enjôos passaram;
- A disposição voltou; me sinto totalmente saudável, só que usando uma “pochete” meio dura que atrapalha para ficar sentada e deitar. Tipo uma tartaruga ao contrário (rsrs), dá para entender?
- A barriga apareceu: as pessoas sorriem e conversam comigo na rua, principalmente as mães com crianças. Geralmente elas mostram para o filho a minha barriga e dizem: ela vai ter um nenenzinho!
-Esperava me sentir estranha com o novo volume do meu corpo, mas não me sinto nada feia, modéstia à parte! Cá entre nós, só esse papo de pele mais viçosa é que é uma furada!
- Viajo sempre sentada no metrô;
- Sair para comer nunca foi um programa tão legal: dou prejuízo em restaurantes e não vejo a hora de cair dentro de um rodizão!-
Já sabemos o sexo do bebê, adoramos escolher o nome e já nos referimos a ela pelo nome muitas vezes, no lugar de “o neném”, ou “a bebê”;
- Estou decifrando o “código dos chutinhos”, que aliás nem são só chutes, tem as reviravoltas completas e os sacolejos também!
- (Agora dêem licença as pessoas que acham que grávidas só podem falar coisas ternas e palavras amenas:) Estou aprendendo a compartilhar o meu corpo com uma espécie de siamesa que tem vontade própria, não gosta muito que eu fique deitada, adora que eu ande, precisa comer toda hora e tem até comidas preferidas! Pelo código dos chutinhos rola uma comunicação efetiva (e afetiva)! É muita personalidade para uma criança que ainda nem nasceu!
- O pai já sente os movimentos também, mas ela gosta de ouvir a voz dele e passa a ficar paradinha prestando atenção e sentindo a mão na barriga. Quando ele tira, ela chuta pedindo mais! Essa nem eu acreditaria se estivesse ouvindo de outra pessoa, mas como sou eu que sinto...
- As pessoas me poupam (mas ainda menos do que eu gostaria) de brigas, estresses e notícias ruins;
- Eu me dou licença de me poupar de preocupações com o futuro. Vivo o presente (com rápidas porém grandes recaídas de ansiedade, principalmente com a vida profissional);
- É gostoso imaginar os primos maiores e os coleguinhas, além de toda a família, brincando, conhecendo e estabelecendo uma relação com alguém que, para mim, eu já conheço!
- Muitos sonhos ficando mais próximos: o quartinho, o nascimento, a chegada em casa, a amamentação... a realidade concreta começa a assustar um pouco também, mas a expectativa é maior, e os pensamentos positivos também!
- Os enjôos passaram;
- A disposição voltou; me sinto totalmente saudável, só que usando uma “pochete” meio dura que atrapalha para ficar sentada e deitar. Tipo uma tartaruga ao contrário (rsrs), dá para entender?
- A barriga apareceu: as pessoas sorriem e conversam comigo na rua, principalmente as mães com crianças. Geralmente elas mostram para o filho a minha barriga e dizem: ela vai ter um nenenzinho!
-Esperava me sentir estranha com o novo volume do meu corpo, mas não me sinto nada feia, modéstia à parte! Cá entre nós, só esse papo de pele mais viçosa é que é uma furada!
- Viajo sempre sentada no metrô;
- Sair para comer nunca foi um programa tão legal: dou prejuízo em restaurantes e não vejo a hora de cair dentro de um rodizão!-
Já sabemos o sexo do bebê, adoramos escolher o nome e já nos referimos a ela pelo nome muitas vezes, no lugar de “o neném”, ou “a bebê”;
- Estou decifrando o “código dos chutinhos”, que aliás nem são só chutes, tem as reviravoltas completas e os sacolejos também!
- (Agora dêem licença as pessoas que acham que grávidas só podem falar coisas ternas e palavras amenas:) Estou aprendendo a compartilhar o meu corpo com uma espécie de siamesa que tem vontade própria, não gosta muito que eu fique deitada, adora que eu ande, precisa comer toda hora e tem até comidas preferidas! Pelo código dos chutinhos rola uma comunicação efetiva (e afetiva)! É muita personalidade para uma criança que ainda nem nasceu!
- O pai já sente os movimentos também, mas ela gosta de ouvir a voz dele e passa a ficar paradinha prestando atenção e sentindo a mão na barriga. Quando ele tira, ela chuta pedindo mais! Essa nem eu acreditaria se estivesse ouvindo de outra pessoa, mas como sou eu que sinto...
- As pessoas me poupam (mas ainda menos do que eu gostaria) de brigas, estresses e notícias ruins;
- Eu me dou licença de me poupar de preocupações com o futuro. Vivo o presente (com rápidas porém grandes recaídas de ansiedade, principalmente com a vida profissional);
- É gostoso imaginar os primos maiores e os coleguinhas, além de toda a família, brincando, conhecendo e estabelecendo uma relação com alguém que, para mim, eu já conheço!
- Muitos sonhos ficando mais próximos: o quartinho, o nascimento, a chegada em casa, a amamentação... a realidade concreta começa a assustar um pouco também, mas a expectativa é maior, e os pensamentos positivos também!
Primeiro trimestre
Coisas que mudaram porque fiquei grávida:
- Hoje saúde é o mais importante mesmo, e não apenas um clichê;
- Eu, que sempre gostei de morar em apartamento, me pego sonhando com uma casa com gramado para meu(inha) filho(a) brincar;
- Descobri que é possível ter vontade de vomitar ao tentar beber um copo d´água;
- Consigo me imaginar daqui a 20 anos, uma coroa (enxuta), mãe de um(a) adulto(a). Essa idéia é engraçada, e não assustadora;
- Essa é um pouco difícil de explicar: quando vejo alguém drogado, ou estúpido na rua (no mesmo dias vi ambos, que triste, né?), penso: “Ficaram 9 meses na barriga da mãe deles para serem formados e agora estão se estragando dessa maneira, isso é um desperdício muito grande!”
- Me preocupo, de verdade, se meu filho vai poder ver um riacho de águas transparentes;
- Quando qualquer criança, de qualquer idade, fala qualquer coisa, pessoalmente ou pela TV, acho que ela é espertíssima, quase um gênio mirim;
- Chorei porque vi um comercial de show de patinação com bonequinhos Disney na TV, pensando: “Meu bebê vai gostar disso!” (Essa fase está passando, graças a Deus!)
- Fiquei MUITO menos ansiosa, em relação a tudo: a natureza tem seu próprio ritmo e é melhor a gente se encaixar nele do que tentar o contrário (juro!);
- Não condeno mais ninguém! Quem tem dez filhos, quem não tem nenhum, quem amamenta só
por três dias, quem amamenta até os quatro anos... Antes me fixava a algumas regras e achava que existia “o jeito certo” de fazer algumas coisas em termos de família. Agora, vou tateando e aprendendo a cada dia (mais ainda tenho TOTAL preconceito contra chupeta, até que a choradeira me prove o contrário)!
- Acho que meu(inha) filho(a) vai ser muito legal, mas ele não precisa ser nada para eu gostar dele; basta SER.
Coisas que NÃO mudaram porque eu fiquei grávida:
- Meu amor pelo pai da criança (só aumentou!);
- Minhas idéias sobre educação de crianças (resumindo em pouquíssimas palavras: crianças precisam ser educadas, sim, e isso dá muito trabalho, sim, a escola não é para fazer tudo que os pais têm preguiça de fazer e aliás, as escolas muitas vezes estão atrasadas em relação ao mundo e às próprias crianças e os pais têm que tomar cuidado para elas não causarem mais estrago do que benefício na cabecinha deles)
- Não fiquei (totalmente) idiota – pois é, esse era um medo que eu tinha!
- Não estou com pânico de dor do parto, nem tinha antes;
- Não estou achando que vou dar conta de tudo sem ajuda (nunca achei!);
- Para mim foi divertido até agora ter sido trazida para este mundo, e espero que mais tarde o bebê concorde comigo sobre isso!
- Hoje saúde é o mais importante mesmo, e não apenas um clichê;
- Eu, que sempre gostei de morar em apartamento, me pego sonhando com uma casa com gramado para meu(inha) filho(a) brincar;
- Descobri que é possível ter vontade de vomitar ao tentar beber um copo d´água;
- Consigo me imaginar daqui a 20 anos, uma coroa (enxuta), mãe de um(a) adulto(a). Essa idéia é engraçada, e não assustadora;
- Essa é um pouco difícil de explicar: quando vejo alguém drogado, ou estúpido na rua (no mesmo dias vi ambos, que triste, né?), penso: “Ficaram 9 meses na barriga da mãe deles para serem formados e agora estão se estragando dessa maneira, isso é um desperdício muito grande!”
- Me preocupo, de verdade, se meu filho vai poder ver um riacho de águas transparentes;
- Quando qualquer criança, de qualquer idade, fala qualquer coisa, pessoalmente ou pela TV, acho que ela é espertíssima, quase um gênio mirim;
- Chorei porque vi um comercial de show de patinação com bonequinhos Disney na TV, pensando: “Meu bebê vai gostar disso!” (Essa fase está passando, graças a Deus!)
- Fiquei MUITO menos ansiosa, em relação a tudo: a natureza tem seu próprio ritmo e é melhor a gente se encaixar nele do que tentar o contrário (juro!);
- Não condeno mais ninguém! Quem tem dez filhos, quem não tem nenhum, quem amamenta só
por três dias, quem amamenta até os quatro anos... Antes me fixava a algumas regras e achava que existia “o jeito certo” de fazer algumas coisas em termos de família. Agora, vou tateando e aprendendo a cada dia (mais ainda tenho TOTAL preconceito contra chupeta, até que a choradeira me prove o contrário)!
- Acho que meu(inha) filho(a) vai ser muito legal, mas ele não precisa ser nada para eu gostar dele; basta SER.
Coisas que NÃO mudaram porque eu fiquei grávida:
- Meu amor pelo pai da criança (só aumentou!);
- Minhas idéias sobre educação de crianças (resumindo em pouquíssimas palavras: crianças precisam ser educadas, sim, e isso dá muito trabalho, sim, a escola não é para fazer tudo que os pais têm preguiça de fazer e aliás, as escolas muitas vezes estão atrasadas em relação ao mundo e às próprias crianças e os pais têm que tomar cuidado para elas não causarem mais estrago do que benefício na cabecinha deles)
- Não fiquei (totalmente) idiota – pois é, esse era um medo que eu tinha!
- Não estou com pânico de dor do parto, nem tinha antes;
- Não estou achando que vou dar conta de tudo sem ajuda (nunca achei!);
- Para mim foi divertido até agora ter sido trazida para este mundo, e espero que mais tarde o bebê concorde comigo sobre isso!
O primeiro post a gente nunca esquece
Então, né?
Então nada, que isso é conversa de paulista!
Para começar de verdade, vamos direto ao assunto (ou à falta dele): me animei a fazer um blog, especialmente incentivada por um amigo, que me sugeriu deixar os meus textinhos sobre gravidez acessíveis. Decidi também aproveitar que estou com mais tempo livre agora e exercitar toda essa liberdade que a internet permite às pessoas publicar suas considerações sobre qualquer coisa imaginando que alguém pode remotamente se interessar.
O título do blog é esse mesmo, não é que eu ainda não tenha decidido por outro melhor por enquanto. Vai ficar sendo provisório, porque é uma palavra que eu usei e uso para muitas situações, e é preciso que a gente se acostume a esse status de transitoriedade.
Tudo é provisório, então, se for para fazer qualquer coisa, vamos fazer sabendo que é essa versão, provisória, e muitas vezes precária, que vai acabar sendo usada, ou essa experiência é que vai acabar marcando de qualquer maneira, e não a versão ideal e definitiva com que tanto sonhamos.
Antes que vire auto-ajuda, vou parando por aqui. Foi uma tentativa de apresentação.
Ai, gente, esqueci de dizer que sou tímida. Espero que ninguém leia!
Então nada, que isso é conversa de paulista!
Para começar de verdade, vamos direto ao assunto (ou à falta dele): me animei a fazer um blog, especialmente incentivada por um amigo, que me sugeriu deixar os meus textinhos sobre gravidez acessíveis. Decidi também aproveitar que estou com mais tempo livre agora e exercitar toda essa liberdade que a internet permite às pessoas publicar suas considerações sobre qualquer coisa imaginando que alguém pode remotamente se interessar.
O título do blog é esse mesmo, não é que eu ainda não tenha decidido por outro melhor por enquanto. Vai ficar sendo provisório, porque é uma palavra que eu usei e uso para muitas situações, e é preciso que a gente se acostume a esse status de transitoriedade.
Tudo é provisório, então, se for para fazer qualquer coisa, vamos fazer sabendo que é essa versão, provisória, e muitas vezes precária, que vai acabar sendo usada, ou essa experiência é que vai acabar marcando de qualquer maneira, e não a versão ideal e definitiva com que tanto sonhamos.
Antes que vire auto-ajuda, vou parando por aqui. Foi uma tentativa de apresentação.
Ai, gente, esqueci de dizer que sou tímida. Espero que ninguém leia!
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