Por que o segundo trimestre é tribom?
- Os enjôos passaram;
- A disposição voltou; me sinto totalmente saudável, só que usando uma “pochete” meio dura que atrapalha para ficar sentada e deitar. Tipo uma tartaruga ao contrário (rsrs), dá para entender?
- A barriga apareceu: as pessoas sorriem e conversam comigo na rua, principalmente as mães com crianças. Geralmente elas mostram para o filho a minha barriga e dizem: ela vai ter um nenenzinho!
-Esperava me sentir estranha com o novo volume do meu corpo, mas não me sinto nada feia, modéstia à parte! Cá entre nós, só esse papo de pele mais viçosa é que é uma furada!
- Viajo sempre sentada no metrô;
- Sair para comer nunca foi um programa tão legal: dou prejuízo em restaurantes e não vejo a hora de cair dentro de um rodizão!-
Já sabemos o sexo do bebê, adoramos escolher o nome e já nos referimos a ela pelo nome muitas vezes, no lugar de “o neném”, ou “a bebê”;
- Estou decifrando o “código dos chutinhos”, que aliás nem são só chutes, tem as reviravoltas completas e os sacolejos também!
- (Agora dêem licença as pessoas que acham que grávidas só podem falar coisas ternas e palavras amenas:) Estou aprendendo a compartilhar o meu corpo com uma espécie de siamesa que tem vontade própria, não gosta muito que eu fique deitada, adora que eu ande, precisa comer toda hora e tem até comidas preferidas! Pelo código dos chutinhos rola uma comunicação efetiva (e afetiva)! É muita personalidade para uma criança que ainda nem nasceu!
- O pai já sente os movimentos também, mas ela gosta de ouvir a voz dele e passa a ficar paradinha prestando atenção e sentindo a mão na barriga. Quando ele tira, ela chuta pedindo mais! Essa nem eu acreditaria se estivesse ouvindo de outra pessoa, mas como sou eu que sinto...
- As pessoas me poupam (mas ainda menos do que eu gostaria) de brigas, estresses e notícias ruins;
- Eu me dou licença de me poupar de preocupações com o futuro. Vivo o presente (com rápidas porém grandes recaídas de ansiedade, principalmente com a vida profissional);
- É gostoso imaginar os primos maiores e os coleguinhas, além de toda a família, brincando, conhecendo e estabelecendo uma relação com alguém que, para mim, eu já conheço!
- Muitos sonhos ficando mais próximos: o quartinho, o nascimento, a chegada em casa, a amamentação... a realidade concreta começa a assustar um pouco também, mas a expectativa é maior, e os pensamentos positivos também!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Primeiro trimestre
Coisas que mudaram porque fiquei grávida:
- Hoje saúde é o mais importante mesmo, e não apenas um clichê;
- Eu, que sempre gostei de morar em apartamento, me pego sonhando com uma casa com gramado para meu(inha) filho(a) brincar;
- Descobri que é possível ter vontade de vomitar ao tentar beber um copo d´água;
- Consigo me imaginar daqui a 20 anos, uma coroa (enxuta), mãe de um(a) adulto(a). Essa idéia é engraçada, e não assustadora;
- Essa é um pouco difícil de explicar: quando vejo alguém drogado, ou estúpido na rua (no mesmo dias vi ambos, que triste, né?), penso: “Ficaram 9 meses na barriga da mãe deles para serem formados e agora estão se estragando dessa maneira, isso é um desperdício muito grande!”
- Me preocupo, de verdade, se meu filho vai poder ver um riacho de águas transparentes;
- Quando qualquer criança, de qualquer idade, fala qualquer coisa, pessoalmente ou pela TV, acho que ela é espertíssima, quase um gênio mirim;
- Chorei porque vi um comercial de show de patinação com bonequinhos Disney na TV, pensando: “Meu bebê vai gostar disso!” (Essa fase está passando, graças a Deus!)
- Fiquei MUITO menos ansiosa, em relação a tudo: a natureza tem seu próprio ritmo e é melhor a gente se encaixar nele do que tentar o contrário (juro!);
- Não condeno mais ninguém! Quem tem dez filhos, quem não tem nenhum, quem amamenta só
por três dias, quem amamenta até os quatro anos... Antes me fixava a algumas regras e achava que existia “o jeito certo” de fazer algumas coisas em termos de família. Agora, vou tateando e aprendendo a cada dia (mais ainda tenho TOTAL preconceito contra chupeta, até que a choradeira me prove o contrário)!
- Acho que meu(inha) filho(a) vai ser muito legal, mas ele não precisa ser nada para eu gostar dele; basta SER.
Coisas que NÃO mudaram porque eu fiquei grávida:
- Meu amor pelo pai da criança (só aumentou!);
- Minhas idéias sobre educação de crianças (resumindo em pouquíssimas palavras: crianças precisam ser educadas, sim, e isso dá muito trabalho, sim, a escola não é para fazer tudo que os pais têm preguiça de fazer e aliás, as escolas muitas vezes estão atrasadas em relação ao mundo e às próprias crianças e os pais têm que tomar cuidado para elas não causarem mais estrago do que benefício na cabecinha deles)
- Não fiquei (totalmente) idiota – pois é, esse era um medo que eu tinha!
- Não estou com pânico de dor do parto, nem tinha antes;
- Não estou achando que vou dar conta de tudo sem ajuda (nunca achei!);
- Para mim foi divertido até agora ter sido trazida para este mundo, e espero que mais tarde o bebê concorde comigo sobre isso!
- Hoje saúde é o mais importante mesmo, e não apenas um clichê;
- Eu, que sempre gostei de morar em apartamento, me pego sonhando com uma casa com gramado para meu(inha) filho(a) brincar;
- Descobri que é possível ter vontade de vomitar ao tentar beber um copo d´água;
- Consigo me imaginar daqui a 20 anos, uma coroa (enxuta), mãe de um(a) adulto(a). Essa idéia é engraçada, e não assustadora;
- Essa é um pouco difícil de explicar: quando vejo alguém drogado, ou estúpido na rua (no mesmo dias vi ambos, que triste, né?), penso: “Ficaram 9 meses na barriga da mãe deles para serem formados e agora estão se estragando dessa maneira, isso é um desperdício muito grande!”
- Me preocupo, de verdade, se meu filho vai poder ver um riacho de águas transparentes;
- Quando qualquer criança, de qualquer idade, fala qualquer coisa, pessoalmente ou pela TV, acho que ela é espertíssima, quase um gênio mirim;
- Chorei porque vi um comercial de show de patinação com bonequinhos Disney na TV, pensando: “Meu bebê vai gostar disso!” (Essa fase está passando, graças a Deus!)
- Fiquei MUITO menos ansiosa, em relação a tudo: a natureza tem seu próprio ritmo e é melhor a gente se encaixar nele do que tentar o contrário (juro!);
- Não condeno mais ninguém! Quem tem dez filhos, quem não tem nenhum, quem amamenta só
por três dias, quem amamenta até os quatro anos... Antes me fixava a algumas regras e achava que existia “o jeito certo” de fazer algumas coisas em termos de família. Agora, vou tateando e aprendendo a cada dia (mais ainda tenho TOTAL preconceito contra chupeta, até que a choradeira me prove o contrário)!
- Acho que meu(inha) filho(a) vai ser muito legal, mas ele não precisa ser nada para eu gostar dele; basta SER.
Coisas que NÃO mudaram porque eu fiquei grávida:
- Meu amor pelo pai da criança (só aumentou!);
- Minhas idéias sobre educação de crianças (resumindo em pouquíssimas palavras: crianças precisam ser educadas, sim, e isso dá muito trabalho, sim, a escola não é para fazer tudo que os pais têm preguiça de fazer e aliás, as escolas muitas vezes estão atrasadas em relação ao mundo e às próprias crianças e os pais têm que tomar cuidado para elas não causarem mais estrago do que benefício na cabecinha deles)
- Não fiquei (totalmente) idiota – pois é, esse era um medo que eu tinha!
- Não estou com pânico de dor do parto, nem tinha antes;
- Não estou achando que vou dar conta de tudo sem ajuda (nunca achei!);
- Para mim foi divertido até agora ter sido trazida para este mundo, e espero que mais tarde o bebê concorde comigo sobre isso!
O primeiro post a gente nunca esquece
Então, né?
Então nada, que isso é conversa de paulista!
Para começar de verdade, vamos direto ao assunto (ou à falta dele): me animei a fazer um blog, especialmente incentivada por um amigo, que me sugeriu deixar os meus textinhos sobre gravidez acessíveis. Decidi também aproveitar que estou com mais tempo livre agora e exercitar toda essa liberdade que a internet permite às pessoas publicar suas considerações sobre qualquer coisa imaginando que alguém pode remotamente se interessar.
O título do blog é esse mesmo, não é que eu ainda não tenha decidido por outro melhor por enquanto. Vai ficar sendo provisório, porque é uma palavra que eu usei e uso para muitas situações, e é preciso que a gente se acostume a esse status de transitoriedade.
Tudo é provisório, então, se for para fazer qualquer coisa, vamos fazer sabendo que é essa versão, provisória, e muitas vezes precária, que vai acabar sendo usada, ou essa experiência é que vai acabar marcando de qualquer maneira, e não a versão ideal e definitiva com que tanto sonhamos.
Antes que vire auto-ajuda, vou parando por aqui. Foi uma tentativa de apresentação.
Ai, gente, esqueci de dizer que sou tímida. Espero que ninguém leia!
Então nada, que isso é conversa de paulista!
Para começar de verdade, vamos direto ao assunto (ou à falta dele): me animei a fazer um blog, especialmente incentivada por um amigo, que me sugeriu deixar os meus textinhos sobre gravidez acessíveis. Decidi também aproveitar que estou com mais tempo livre agora e exercitar toda essa liberdade que a internet permite às pessoas publicar suas considerações sobre qualquer coisa imaginando que alguém pode remotamente se interessar.
O título do blog é esse mesmo, não é que eu ainda não tenha decidido por outro melhor por enquanto. Vai ficar sendo provisório, porque é uma palavra que eu usei e uso para muitas situações, e é preciso que a gente se acostume a esse status de transitoriedade.
Tudo é provisório, então, se for para fazer qualquer coisa, vamos fazer sabendo que é essa versão, provisória, e muitas vezes precária, que vai acabar sendo usada, ou essa experiência é que vai acabar marcando de qualquer maneira, e não a versão ideal e definitiva com que tanto sonhamos.
Antes que vire auto-ajuda, vou parando por aqui. Foi uma tentativa de apresentação.
Ai, gente, esqueci de dizer que sou tímida. Espero que ninguém leia!
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